Hoje é o primeiro dia do ano… Fizemos festa, vi muita gente comemorando como se fosse algo sagrado, algo que tem algum significado especial. Muitos fizeram as famosas promessas de fim de ano, prometeram as mesmas coisas que prometeram ano retrasado (mas que quebraram). Comemorar mais um ano vivo? Bah, isso tem que se comemorar todo dia.
Nunca entendi a mística por trás do ano novo, talvez por não ser religioso, talvez por não ter capacidade o suficiente, sei lá. Para mim, essa data não significa muita coisa, mas como não sou anti-social e nem um alienado, também festejei, e assim como todo mundo, comi, bebi muito, dancei… Gosto de pensar nesse período como um tempo para pensar.
Pensar nos meus últimos anos, como estava, como estou, como queria estar, e principalmente quais os erros que cometi, os acertos que realizei, o que preciso melhorar e quais pontos preciso reconsiderar nos meus objetivos.
É nessas horas que percebo a minha evolução, e confesso que gosto de pensar nisso. Há alguns anos trabalhava como caixa de um restaurante no nordeste e na virada, estava trabalhando feito um escravo para ganhar cerca de R$340, que mal dava para me sustentar. Depois trabalhei de faxineiro, recepcionista, porteiro… Outro ano passei estudando para entrar em um vestibular, em outro ano finalmente passei. Arrumei um estágio safado, daqueles de peão mesmo, agora estou em um trabalho decente…
Meu objetivo era um só: virar programador. Sempre pensei em aproveitar uma dessas oportunidades de ir trabalhar lá fora, seja do que for. Aí comecei a namorar, e por incrível que pareça meus pontos de vista e prioridades mudaram muito…
Sempre achei que queria ser o tipo técnico, o bom em fazer, em programar, mas hoje vejo que o cara muito técnico é apenas um ótimo peão. Não quero ser um peão para sempre, e acho que nesse aspecto foi onde mais mudei.
Sempre fui autodidata, nunca fiz um curso ou coisa do tipo, aprendi a programar na raça, apanhando muito, e por isso na faculdade me destaco dos meus colegas. também acho que por isso eu tinha uma visão ‘restrita’ das coisas… Para mim, tudo o que importava era saber programar muito bem. Mas, porra, programador é o peão do novo século. Foda-se que eu saiba programar muito se não tiver uma visão ampla das coisas, o que dá dinheiro não é ser peão, é ser chefe, é saber lidar com as pessoas, pensar bem o suficiente para ter boas idéias. E basta apenas uma boa idéia para se ter sucesso. É preciso ter capacidade para reconhecer oportunidades, e acima de tudo, estar preparado para aproveitá-las.
Isso de virar funcionário público, ou funcionário exemplar é apenas um caminho, e muito válido, se o objetivo final for sempre mais. Ninguém, que não nasceu rico, chega ao topo do nada, sempre há um caminho. Nada de se chegar a um ponto e se acomodar.
O que manda é sempre melhorar, e para mim o final de um ano tem apenas essa finalidade: me lembrar dos erros e dos acertos, e me fazer pensar o que tenho que melhorar para… melhorar.